segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Não perca seu tempo em 2012!

Lendo a coluna do grande amigo @YuriGitahy na Exame.com (http://migre.me/7iP7v) tive um inside a partir da definição mais atual de startup "uma startup é um grupo de pessoas à procura de um modelo de negócios repetível e escalável, trabalhando em condições de extrema incerteza".

2011 acabou, você tem todo um novo ano para se planejar e deseja iniciar uma startup?

Vá com calma, pense e repense, uma startup não é a solução para tudo, uma startup já nasce com vários problemas, talvez o maior deles seja criar um produto/serviço que seja escalável. Como a coluna apresenta: "Ser escalável é a chave de uma startup: significa crescer cada vez mais, sem que isso influencie no modelo de negócios. Crescer em receita, mas com custos crescendo bem mais lentamente. Isso fará com que a margem seja cada vez maior, acumulando lucros e gerando cada vez mais riqueza".
Isto não é regra de 3, ou nem se parece com nenhuma regra ou pré-definição, criar, desenvolver e manter um negócio escalável requer quebrar diversas barreiras, enfrentar diversos NÃOs, suar como você nunca suou, investir em conhecimento não adquirido em nenhum momento anterior de sua vida profissional ou acadêmica.
Abrir uma startup necessita de algo muito difícil de se encontrar nas pessoas: PERSISTÊNCIA. Esta qualidade não deve ser utilizada para provar que todos estão errados e somente você está certo, pois isto não acontecerá, mas esta qualidade terá sua função principal quando você entender o que as pessoas desejam e no momento oportuno você coloca seu produto/serviço a disposição de todos, e como num passe de mágica a "roda" começa girar. Mas espere um pouco, esqueceu que você decidiu abrir uma startup? No momento seguinte a sua "roda" começa a girar mais devagar do que estava girando, novamente você tem que se reinventar, avaliar novamente sua estratégia, seu produto/serviço, suas crenças, parcerias, definições e bem vindo, você acaba de voltar para o início. É quase como jogar banco imobiliário, ficando algumas rodadas sem jogar.
Mas calma, você somente escolheu iniciar uma startup, talvez por estar na moda, por existirem investidores "dando" dinheiro a startups, ou talvez por algum motivo que nem Deus explica.

Então sua persistência fala mais alto e em bom tom:
- Se o google, facebook, peixe urbano conseguiram eu também consigo.

Putz, você é extremamente persistente mesmo, até no momento de crise pega como exemplo as startups de maior sucesso do planeta, mas ok, vamos lá, você tem que se reerguer.
Após algumas rodadas somente reavaliando seu negócio, você percebe que uma outra startup está colocando no ar um produto que casa muito bem com o teu e ambas conseguirão fazer uma parceria, quem sabe conquistar o mundo.
Remodela novamente seu plano de negócio, agenda reuniões, conversas, e bingo, uma nova parceria está formada.
Após colocar a nova estratégia no ar a “roda” recomeça a girar como você imaginava, mas agora você tem que dividir um pouco mais a sua fatia do bolo, mas isso não o incomoda, afinal de contas, para alguém persistente o que mais interessa é alcançar o seu objetivo.
Nossa, sua startup começou a “bombar”, amigos já pedem uma oportunidade profissional, investidores anjo começam a te olhar, blogs especializados em startups já fazem matérias ótimas sobre o que você criou, tudo está indo muito bem, até que................ putz, “roubaram” a sua ideia.
Voltamos ao banco imobiliário.
- O que fiz de errado? O que deixei passar? O que aconteceu?
Tranquilize-se, nada de anormal aconteceu, somente outros empreendedores perceberam que seu modelo de negócio foi validado e querem dividir sua torta de morangos, porém desta vez sem a tua “autorização”.
Seus sócios, investidores e colaboradores começam a questionar tuas escolhas e decisões, você também se questiona e o momento mágico novamente acontece, sua persistência sacode a poeira e recoloca você no plumo.
Mais uma vez seu modelo de negócio é avaliado, reavaliado e reestruturado. Você relança ferramentas, soluções e ações na sua startup e o mercado volta a vê-lo como o líder, o “inventor” de tal solução, putz, você é demais. Mas para manter o seu negócio escalável você deve deixar de lado os investidores anjo que o apoiaram até agora e partir para o Fundos de Investimentos. Sim, agora sim a coisa está ficando séria. Você enche a boca para falar que está recebendo aporte de um fundo que tem milhões para aplicar, claro que não serão milhões em sua startup, mas você se ilude que sim. Então o ambiente se renova, anjos já visualizam a saída recebendo um retorno interessante de seu investimento, seus sócios percebem que agora tudo vai andar “sozinho”, teus colaboradores já se enxergam levando seus animais de estimação para o escritório, como no Google e você relaxa é o cara, parabéns.
Mas esta sensação dura até a primeira rodada com o fundo, onde eles tem somente um propósito, saber o quanto é escalável tua startup e quanto irão lucrar com ela, caso venham a investir, deixemos claro que eles ainda não investiram nada, mas o clima, há, o clima, este melhorou.
Na primeira rodada você se sente um animal acuado, e esta sensação só acaba quando você assina o contrato e recebe o tão esperado aporte, neste momento você tem “somente” 18% das ações da startup que você fundou e ficou 4 anos tentando provar que ela será um sucesso, mas a tal persistência continua ao seu lado e você consequentemente o recebe muito bem.
Neste momento você olha para trás e percebe que “vestiu” a máscara de ter aberto uma startup anos antes e teve que te comportar de forma escalável em todos os momentos, ano após ano, até na hora de respirar, afinal de contas, você tem uma startup, que chique, cool.
Mas agora com a experiência adquirida você percebeu que poderia chegar ao mesmo resultado sem ter se vendido como uma startup, afinal de contas, investidores, consumidores e parceiros não querem startups, mas sim produtos/serviços que resolvam seus problemas e pagam por isso. Você se comportou de uma forma figurada por todos estes anos, querendo ser uma startup, um modelo retirado de contos de fada, onde com muito pouco surgem centenas de milhões de reais, dólares, euros para fundadores de startups e claro, você quer isso.

Para 2012 não perca seu tempo achando que tem uma startup ou abrindo uma startup, mas sim desenvolva soluções, produtos e o mais importante, modelos de negócios escaláveis.

Sucesso e muita persistência em 2012 e nos anos seguintes.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Agora Porto Alegre tem empreenDRINKS.


Você tem definido seu plano de negócio, sabe responder a qualquer questão sobre a sua startup, porém falta somente um detalhe, a oportunidade de apresentar sua ideia inovadora a um investidor anjo, ou não?

Então em uma noite qualquer você está em um pub quando esbarra em um dos representantes de um fundo de investimentos muito conhecido e os caras estão com muita grana para investir em ideias geniais como a sua. Então algumas dúvidas pairam sob você: trocar cartões, solicitar 5 minutos de seu tempo, afinal de contas você está tão preparado que em 3 minutos explica de forma objetiva seu projeto, ou deixa passar esta oportunidade?

Agora, imagina esta mesma oportunidade, no mesmo pub, porém o investidor sabe que será assediado por diversos empreendedores e projetos da mesma forma informal como descrita acima, o que você faria?

Para facilitar negócios e criar um ecossistema muito mais propício para negócios entre empreendedores e investidores que nasce em Porto Alegre o empreenDRINKS.

Encontro mensal para empreendedores, investidores e entusiastas de startups.

No empreenDRINKS haverá espaço para apresentar Pitchs. Os Pitchs serão de 3 minutos somente com microfone, sem o auxílio de ppt ou qualquer outro recurso, somente a suas voz e o seu entusiasmo. Os Pitchs apresentados serão limitados, desta forma vale ficar acompanhando a abertura das inscrições como picther e/ou ouvinte.

Venha fazer contatos, conhecer outras estórias e trocar uma ideia sobre empreendedorismo em clima de happy hour.

sábado, 19 de novembro de 2011

Engenheiro são bonitos, divertidos e também nerds.


A minha startup, Get Way foi selecionada a participar do 13º Laboratório de Aprendizagem em Inovação Brasil-EUA. http://startups.ig.com.br/tag/abdi/ . Putz, que do caralho, fantástico. De um dia para o outro eu estava em uma sala de aproximadamente 100m² sentado ao lado de lideranças nacionais e norte americanas que nunca teria acesso em minha vida. Cito alguns deles: Roberto Alvarez @robertoalvarez (Diretor da ABDI), João Alziro Hers (Presidente do Inmetro), Eric Camarano (Líder executivo do Movimento Brasil Competitivo), Michele Berger (Diretora para América Latina e Caribe da Echelon), Spiros Dimolistas (Vice-Presidente de Pesquisa e Chefe do Escritório de Tecnologia da Universidade de Georgetown), Chad Evans http://www.compete.org/about-us/staff/chad-evans/ (Vice-presidente da www.compete.org), Klaus Hoehn (Vice-presidente de Tecnologia da John Deere), Ray Johnson (Vice-presidente e Chefe de Tecnologia da Lockheed), os caras fazem aviões de guerra, tanques, são a primeira linha de defesa da américa (http://www.lockheedmartin.com/). Não irei citar todos os participantes, ao total eram 60 cadeiras e 95 inscritos, mas posso citar algumas corporações presentes: Petrobras, General Eletric, Microsoft, CRP (Companhia Rio Grandense de Participações) , Dell, Futura Networks (são os criadores da Campus Party), McLarty Associates (http://www.maglobal.com/), entre outras.

Os objetivos do evento realizado no dia 18 eram: Energia e Água – Como lidar com as demandas globais, Empreendedorismo – Como iremos ampliar os mecanismos para o crescimento de startups e por fim, Fome, Saúde e Felicidade – Como iremos alimentar o mundo, inovar e passar pelas fronteiras da biociência e melhorar nossas condições de sobrevivência?

Todos os participantes estão com uma preocupação absurda, que reflete a preocupação de suas organizações e nações: Não existem engenheiros suficientes. Hoje na américa, 20% dos universitários são estrangeiros, e ao contrário de anos anteriores, agora se forma e regressam aos seus países de origem. A economia americana não é mais soberana, a realidade americana não é a mais eficiente. Estão educando de forma maciça a população mundial. Por outro lado as universidades ao redor do mundo estão alcançando o nível das americanas, e muito mais profissionais, mestres, doutores estão se formando ao redor do Estados Unidos, algo novo para o mundo e principalmente para eles, que não possuem mais a hegemonia plena.

Reitores de universidades nacionais e estrangeiras levantaram a bandeira de falta de alunos para engenharia, inclusive com alto nível de desistentes, mas o que fazer?

Não tenho a resposta para isso, mas neste evento conheci realmente engenheiros das mais diversas especialidades que são pessoas fantásticas, divertidas, atléticas, bonitas e também nerds, quando necessário. Isso não é divulgado, explorado, pulverizado. Hoje só vemos milionários do Vale do Silício que ficaram e continuam ficando poderosos com a falta de estudo ou algum golpe de sorte. Mas eles estão fora da curva, são exceções e nossos jovens devem conhecer, deslumbrar e se excitar, sim se excitar com engenheiros que ficaram 11 anos em uma universidades até completar seu Ph.D e hoje são disputados a “tapa” por grandes corporações, além de receber salários e regalias fantásticas. Vale lembrar que estes milionários dos bits necessitam de engenheiros para manter seus impérios.

Fiquei me questionando neste dia porque decidi ser publicitário, então lembrei dos fatos: sempre fui bastante inquieto, criativo e empreendedor. Na época a W/Brasil, Olivetto, Nizan e outros papas da publicidade estavam em alta, a publicidade era o melhor produto de exportação do país, então tínhamos algo a entregar ao mundo. Mas com as características acima poderia sim ter escolhido ser engenheiro, claro que é uma faculdade mais puxada, técnica, focada, mas de qualquer forma iria conseguir trabalhar em projetos fantásticos. Mas a engenharia sempre foi apresentada como algo chato, de nerds, cansativo que você não cria, não é empreendedor, basicamente a engenharia sempre foi mal vendida. Se a sua venda for focada no que um engenheiro pode fazer, o quanto ele contribui para a melhora do mundo, muitos estudantes irão escolher esta profissão. Quando falam de engenharia a primeira característica apontada é que tem muita matemática, claro que dá medo nos estudantes, afinal de contas a educação em nosso país não é nada competente. A bagagem escolar é pouco densa, este é o primeiro conflito na escolha. O segundo é a visão que possuímos de engenheiros, camisas sociais brancas e canetas no seu bolso esquerdo, óculos de nerds e caras de babacas, puta que o pariu, isto é fake, esqueçam isto. Passei um dia fabuloso com engenheiros que mais pareciam galas do cinema. Devemos mudar a “venda” da engenharia e assim muitos irão seguir esta profissão, irão mudar o mundo, levar a sociedade a saltos maiores, mas não esqueçam, os publicitários podem mudar a visão que os estudantes tem dos engenheiros, nos chamem, queremos contribuir com esta mudança.

http://www.abdi.com.br/Paginas/detalhamento_evento.aspx?i=140

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Até que enfim em Porto Alegre.

Por acaso ou não, vivo em função do marketing e da inovação, esta última mais sofrida, mais dolorida. Inovar em um país onde a educação ainda é direcionada a criação de ótimos funcionários e não profissionais que arrisquem tudo fica mais difícil. Liste os 10 principais empreendedores que vem a sua mente da terra do Tio Sam. Em sua maioria serão ligados a tecnologia, serviços, inovações. Agora faça a mesma lista com empreendedores no Brasil. Espantou-se? Sim, você tem em sua mente grandes industriários, fabricantes. Você não está errado, nem tão pouco certo, somente está refletindo uma realidade que ainda existe em nosso país. O mudar desta realidade está cada vez mais perto, afinal de contas Deus não é brasileiro?

Uma das grandes mudanças que está acontecendo neste momento em nosso país são as empresas startup. Muitos investidores, instituições estão voltando seu foco para elas. Mas fundar uma startup não requer somente uma ideia e tesão, mas também metodologias. Agora no mês de outubro, entre os dias 17 e 21 de outubro teremos um Curso de Lean Startup em Porto Alegre. (“A Lean Startup é a forma prática de implementar a cultura de aprendizado necessária para as Startups, principalmente para o caso das empresas de software. Essa filosofia está ganhando cada vez mais corpo nos círculos de empreendedorismo tecnológico ao redor do mundo, especialmente em seu epicentro, o Vale do Silício, onde os efeitos da crise econômica têm refletido bastante na quantidade de Venture Capital disponível, o que consequentemente tem obrigado as Startups a serem muito mais eficientes e objetivas”).

Em setembro de 2009 organizei juntamente com Confrapar, Sambatech, Aceleradora e RWW Brasil primeiro o Startup Meetup de Porto Alegre, evento de networking focado em startups, tivemos 120 participantes, entre empreendedores e investidores, e sabe o que mais os participantes desejavam? Conhecimento, informação, cultura de mentoring.

Sim, empreendedores de verdade colocam o dinheiro em 2º ou 3º lugar, afinal de contas somente grana não dá consistência a uma empresa de inovação.


Conhecimento, metodologia, informação e principalmente velocidade no desenvolvimento serão abordados no Lean Startup – Uma nova forma de criar negócios – em Porto Alegre - , uma grande oportunidade de adquirir conhecimento e fazer ótimos contatos.


Um dos facilitadores será Tiago Mabilde, empreendedor em série, foi co-fundador da iVirtua, Eber Group e Warehouse Investimentos. Como consultor, trabalhou junto a organizações inovadoras, como Artemisia, CDI, Cria Global, Gestum, IDEAAS e Terra Cycle, outro ótimo motivo para participar no lean, afinal de contas estaremos diante de um empreendedor que já alcançou o que muitos empreendedores estão em busca.


Criar uma startup é algo mágico, mas nunca podemos esquecer de conhecimento e conteúdo.

Mais informações: http://www.sementenegocios.com.br/educacao/lean/


segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Sim, estamos mal.

Fui agraciado a participar novamente de um TEDx, desta vez foi o TEDx Vale dos Vinhedos ( http://www.tedxvaledosvinhedos.com.br/2011/ ). Para começar, que lugar espetacular que serviu de “casa” para o TED, local digno de ir com a esposa e os filhos passar um final de semana e se der, uma semana inteira.

Como em qualquer TEDx a recepção, o clima, a iluminação que cai sobre todos ali é surpreendente, evoca a e essência do ser humano: compartilhar a vida, experiências e desejos.

O tema do Tedx VV foi Futuros Possíveis. Como todos relataram em redes sociais durante e após o evento os palestrantes (fantásticos todos) deixaram claro que algo deve ser feito, claro que cada um em sua área, mas devemos mudar agora.

Todos deixaram claro que devemos mudar e mostraram exemplos do que já estão fazendo, não somente teorizando, mas estão colocando a teoria em prática e na maioria dos casos, colocaram primeiro a ação e somente depois a teoria (talvez quando um chato pediu uma explicação do que estavam fazendo).

Para o meu espanto há um grupo de ativistas durante a semana toda em Nova York ( http://www.dgabc.com.br/News/5917266/protesto-em-wall-street-termina-com-700-presos.aspx ) fazendo muito barulho.

Sabe o que desejam? O que querem mudar? Ninguém absolutamente sabe, nem mesmo eles. Os participantes não estão recebendo nada e estão se ajudando entre eles, um é o relações públicas, o outro o cozinheiro do grupo, aquele lá é isso, aquele outro é aquilo, etc.

A grande imprensa falou mal destes ativistas a semana toda, mas contrariando a lógica eles continuam a protestar contra algo que os incomoda, não sabem exatamente o que, mas sim incomoda e atrapalha o mundo, talvez o universo, afinal de contas nossos lixos tecnológicos estão começando a cair na Terra. Gostaria de estar neste momento em NY, pois quando diversas pessoas, de diversas culturas, crenças, raças se juntam algo de muito bom irá acontecer e não devemos perder isso.

A grande lição TEDx VV e destes ativistas americanos para mim pode se resumir em um pensamento:

“Falar sobre o futuro só é útil se levar à ação agora. E o que podemos fazer agora, enquanto ainda estamos em condições de afirmar que ‘a vida nunca foi tão boa’? (...) Cem gramas de prática geralmente valem mais do que uma tonelada de teoria.” - E.F. Schumacher

Então, vamos para a ação. Bom dia.


segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Já sabe quem vai estar no seu "corredor polonês"?

Neste domingo, 21 de novembro meu enteado, um menino gente boa, de 14 anos foi ao Colégio Tiradentes ( http://www.brigadamilitar.rs.gov.br/ctbm/index.html ) disputar uma das 120 vagas, entre mais de 850 inscritos. Para quem não sabe o Colégio Tirandentes é referência de educação no Rio Grande do Sul.

O Willian estava estudando 3 turnos nos últimos dois meses para se preparar para mais esta prova de sua vida. Então as 6 da matina acordamos e fomos levá-lo ao Tiradentes. Minha esposa, como toda mãe dedicada estava muito apreensiva, eu tentando manter o controle emocional, minha filha de 4 anos teve uma noção muito clara da importância desta prova para o Will, e também torcia muito por ele e por fim o grande ator de toda esta epopéia, o Willian, estava tenso, mas muito focado no que queria.

Chegamos na escola as 7:35, enquanto estacionava a Rê levou o Will ao ginásio onde todos os concorrentes aguardavam o sinal para se organizarem. Depois que o aluno entrava no ginásio, pais, avôs, tios, amigos perdiam o contato e ficaram apreensivos aguardando o retorno deste pequenos grandes heróis. Sim, heróis, largar durante um longo período X Box, PSP, jogos de futsal, festinhas, entre outras diversões destas que esta galera faz hoje, pelo objetivo de estudar para entrar em uma grande escola, somente para heróis nos dias de hoje.

Pois bem, estacionei o carro e fui juntamente com minha filhota ao encontro da Rê, que como toda mãe consciente e carinhosa estava uma pilha de nervos. Como chegamos com uma reserva bastante interessante no horário observávamos pais e filhos chegando na concentração, o ginásio. As reações eram as mais diversas e a cada 5 minutos um policial militar gritava:

- 15 minutos, corram.

Neste momento os alunos que estavam próximos ao ginásio, mas ainda não tinham adentrado, davam aquela corridinha básica e alguns pais desconhecidos destes jovens gritavam com estusiamo incentivando crianças desconhecidas para chegar no horário. Estes pais que já estavam com seus filhos no ginásio incentivavam em alto e bom som filhos de outros pais, que em muitos casos concorriam diretamente com seu filhos.

- 10 minutos, corram.

Novamente a voz firme de um policial militar era ecoada em todos os cantos. Jovens que estavam "atrasados" passavam correndo, voando e quase como se fosse seus rastros gritos de pais os incentivando para correr mais e mais rápido. Aos poucos um corredor de pais, mães, avós, amigos se formaram da porta do ginásio ao início do estacionamento, cerca de 60 metros era esta distância entre estes dois pontos.

- 5 minutos, corram.

Este era o último sinal, alunos atrasados voavam, pais desconhecidos incentivavam em alto e bom som, algo fantástico, emocionante, real.

1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 20, 30 alunos passavam correndo nestes minutos finais e a cada aluno os incentivos eram maiores e maiores, algo mágico, fantástico.

- Ok, portões fechados.

Este momento é triste, alunos atrasados voltavam ao estacionamento desconsolados, muitas vezes apoiados por seus pais, outras não, mas de qualquer forma cortava o coração. Somente no próximo ano teriam a chance de se provarem, porém, a vida é assim.

Imaginávamos que as provas seriam realizadas no ginásio, porém 5 minutos após o fechar dos portões, turmas de 30 em 30 candidatos saiam atrás de um estudante do Tiradentes que empunhava um cartaz para estes 30 alunos se dirigirem a sala correta. Atrás de cada grupo de 30 um policial militar fechava a "escolta". O êxtase acontecia neste momento, pais que estavam no corredor "polonês" gritavam, torciam e vibravam por todos aqueles que passavam, filhos seus ou não, algo fantástico, emocionante.

Uma a uma, cada turma de 30 candidatos foi escoltada por um estudante do Tirandentes e um policial militar a sua respectiva sala para a realização da prova.

Ví uma cena parecida com esta somente em um jornal de TV que o "Enem" da Coréia do Sul era realizado com todo este sentimento e respeito pela educação, mais do que isso, pelos estudantes que sim, estavam em um momento glorioso. O horário do comércio era alterado para focar os transporte nos estudades e não ocorrer engarrafamentos. Policiais ficavam em prontidão para dar carona ao atrasados, sim na Coréia do Sul também existem os atrasados.

Fico imaginando como não seria ótimo para empreendedores passarem por um "corredor Polonês" com diversos empreendedores de sucesso torcendo e vibrando por eles.

No meu corredor gostaria de contar com a presença de Jobs, W.Olivetto, Dwight Eisenhower, Ricardo Felizzola, Gandhi, Miguel Krigsner, Lee Iacocca, Lírio Parisotto, entre muitos outros. Esta vibração que pode ser imaginada com ícones em suas areas é tão eficiente e calorosa quanto com desconhecidos, pois todos estão em volta de um ideal individual que se torna coletivo e vibra.

Já imaginou que vai no seu corredor de vibração?

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Você está realmente pronto?

Você tem definido seu plano de negócio, sabe responder a qualquer questão sobre a sua startup, porém falta somente um detalhe, a oportunidade de apresentar sua idéia inovadora a um investidor anjo.
Então em uma noite qualquer você está em um pub quando esbarra em um dos representantes de um fundo de investimento anjo muito conhecido e os caras estão com muita grana para investir em idéias geniais como a sua. Então algumas dúvidas pairam sob você: trocar cartões, solicitar 5 minutos de seu tempo, afinal de contas você está tão preparado que em 2 minutos explica de forma objetiva seu projeto, ou deixa passar esta oportunidade?
Agora, imagina esta mesma oportunidade, no mesmo pub, porém o investidor sabe que será assediado por diversos empreendedores e projetos da mesma forma informal como descrita acima, o que você faria?
Para o meu espanto alguns dos participantes do Startup Meetup – Porto Alegre, não aproveitavam tal oportunidade. Estavam a alguns passos de investidores, possíveis parceiros, etc e mesmo assim, não se apresentavam, trocavam cartões, ou mesmo davam uma piscada “sexy” para o possível investidor.

Parti para uma pesquisa mais profunda sobre este fato (sou fanático por dados, pesquisas, IC), muitos dos participantes que não souberam aproveitar tal oportunidade questionavam se rodadas de negócio com os investidores aconteceria, ou seria somente um encontro informal. Informal? O investidor sabe que irá ouvir durante a noite inteira propostas, projetos, idéias e ainda é considerado informal?
Tivemos 120 pessoas inscritas, e o público presente no Meetup foi de 90, um dia após o evento recebi duas ligações bastante semelhantes, onde os interlocutores se desculpavam informando que somente não foram por não ser um evento formal, uma rodada de negócios, estranho não?

Estes telefonemas e a participação apática de um pequeno número de participantes no Meetup me fez refletir:
- Os empreendedores sabem realmente aproveitar as oportunidades, ou melhor, sabem criar as suas oportunidades?
- Todo empreendedor consegue esplanar em 5 minutos e de uma forma concisa seu projeto?
- O comportamento tímido pode nos atrapalhar profissionalmente quando possuímos um sonho? Ou este sonho não é tão especial assim?
- Quantos empreendedores realmente acreditam que os investidores irão bater a sua porta?


Creio que a grande maioria sabe o que é um Elevator Pich, mas se ainda há alguém que não foi apresentado a este fulano reproduzo abaixo o conceito.

Talvez você já tenha visto o termo “Elevator Pitch” em textos ou sites em inglês sobre empreendedorismo, mas sabe o que significa? Elevator, obviamente significa Elevador, e Pitch quer dizer Abordagem de Vendas. Desta forma, obtemos “Abordagem de Vendas no Elevador”.
O elevador representa o tempo que você tem para fazer a abordagem (1 minuto, a média que você fica dentro do elevador). Portanto, trata-se da abordagem de vendas que você consegue fazer de seu negócio em 1 minuto. Normalmente isto não se aplica a produtos e serviços para um cliente, e sim à venda de uma idéia ou negócio para outro interessado (por exemplo, um investidor).
Qual é a importância disso? Acontece que muitas vezes, 1 minuto é tudo que você tem para ganhar o interesse de uma pessoa. Você pode ser apresentado a um investidor, mas não conseguirá agendar uma reunião com ele a menos que naquele instante desperte seu interesse.
Em reuniões de networking, ter um bom “elevator pitch” também é muito importante, já que muitas pessoas estarão ouvindo muitas idéias, e um discurso eficiente atrairá a atenção para você.
Ao preparar sua Abordagem de 1 Minuto, leve em consideração o seguinte:
Mostre empolgação: Ninguém ficará impressionado com seu plano se você mesmo parece desanimado. Mostre que acredita e tem paixão pela idéia, evitando exageros teatrais.
Cuidado com o tempo: Se seu texto é muito longo, ou você “sai do roteiro” para entrar em detalhes, poderá ser interrompido e sua idéia não ficará completa. O texto deve ser simples e objetivo.
Não se esqueça de pedir: Você precisa de um investidor? De um parceiro de negócios? De uma referência? De tempo para uma apresentação detalhada? Deixe isso claro no final do discurso.
Aborde todos os pontos chave do negócio: É quase um plano de negócios resumido. Mostre que fez seu dever de casa falando brevemente sobre o produto, mercado potencial, modelo de receita, equipe e vantagens competitivas. Também é importante deixar claro como sua idéia resolverá uma necessidade ou problema dos outros.
Treine, treine, treine: Escreva sua abordagem, decore-a, e faça o discurso para amigos, familiares e outras pessoas de confiança. Eles lhe ajudarão a identificar erros no raciocínio e você se acostumará com o texto.
Crie frases chamativas, com cuidado: Dizer “nosso serviço vai mudar a forma das pessoas se comunicarem” pode ser interessante caso sua idéia realmente seja inovadora, mas dizer “vamos tirar as operadoras de telecomunicações do mercado” mostra falta de seriedade.

O segredo é renovar as esperanças.

Quem dividiu os dias em semanas, meses, anos é o grande responsável pela renovação da esperança nas pessoas, quem dirá nas empresas. Estamos a exatos 3 meses para o final de 2010, muitas empresas tiveram sucesso no ano que passou, outras no entando não, mas sim 2011 "promete". Percebo que a maioria das pessoas tem a necessidade de eventos, datas, atividades, etc para se mobilizarem. Motivar é uma necessidade, caso contrário a pessoa não anda. No último dia 28 ajudei a organizar o Startup Meetup em Porto Alegre, foi sensacional, motivador, especial, mas sim quero que todos mantenham as esperanças e a motivação demonstrada no evento. Esta sensação não faz bem somente a quem sente, mas a todos que o cercam e estes por sua vez pulverizam esta sensação a uma cadeia muito maior. Como fui o primero a chegar no Mettup POA e o último a sair percebi as reações de muitos participantes e isto é muito motivador. Esperanças se renovando, projetos ganhando robustez, troca de informações, empreendedores revendo seus projetos em função de uma frase que escutou, tudo isso é fantástico.
Devemos manter isso diariamente, mesmo estando sozinho dentro de nossos escritórios. Esta ação que fará a diferença entre a solução de um problema que nos levará ao sucesso e o fracasso. Mas se ainda estivermos motivados a chegar ao objetivo traçado por nossas mentes até o fracasso nos dará motivação para continuar, mesmo que para isso seja necessário mudar todos nossos planos para alcançar os objetivos.
Devemos empacotar para presente todos nossos desejos, motivações, metas e a cada uma alcançada nos presentear e presentear que está a nossa volta. Compartilhar de uma forma que um bom número de pessoas faça isso e quando você não estiver tão estusiasmado assim, ouvindo a motivação alheia voltará ao que deve sentir e realizar, motivação contínua. Uma dica talvez seja encurtar de anos e meses para dias. A cada dia renove sua esperança e realmente não espere 365 dias para se sentir vivo, tanto em sua vida pessoal quanto em sua vida profissional.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Fundo de Investimento em Porto Alegre

Parece que Porto Alegre está entrando no circuito dos fundos de investimentos. Hoje os fundos concentram-se em sua grande maioria nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Bahia e Florianópolis. A grande maioria dos fundos investe em empresas que esteja no máximo a 200 km da sede do fundo.
Há uma possibilidade bastante real da criação de um fundo de investimento com sede em Porto Alegre focado em empresas Startup.
A sua Startup já está com o Sumário Executivo pronto? E o Plano de Negócio?
Ótimo momento para você repensar tudo isso e se preparar.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Basta você ter certeza!




Assistindo o programa Estrelas apresentado pela Angélica conheci os irmãos Otávio e Gustavo Pandolfo. Os caras são os tipos de artistas que gosto, o tipo de arte que realmente me atrai. Sem frescuras, algo direto, contagiante. Quando pequenos sempre desenhavam, faziam de tudo desenhando, sempre juntos (são gêmeos). A coisa foi tomando notoriedade e fizeram abertura de seriado para a Globo, pintaram em metrôs, trens, fachadas, galerias, prédios, exposições, etc, etc, etc. Acabaram de chegar de um temporada de sucesso na Deitch Projects, em NY, algo maravilhoso para qualquer artista gráfico. Eu realmente fiquei fascinando com o talento dos irmãos Pandolfo. Tirando todo este meu fascínio por eles o que mais me chamou a atenção foi a frase proferida pelo irmão mais velho deles. A Angélica em um certo momento da entrevista perguntou a este irmão mais velho se ele ou alguém da família acreditava no sucesso de Otávio e Gustavo, a resposta foi a seguinte:

- Quem falar que sempre acreditou neles está mentindo. Quem realmente acreditava no sucesso deles eram eles mesmos.

Para mim isto é algo primordial e fantástico. Quem sabe onde quer chegar irá chegar, mesmo que isso leve mais tempo do que o planejado, ou mesmo do que o esperado por terceiros, mas chegará. Depois de toda a jornada sempre, sempre irá aparecer pessoas falando que acreditavam em você, mas realmente sempre foi assim? Não espero me preocupar com isso, somente sei que é muito mais fácil dividir o sucesso alheio do que o fracasso.
Você tem um projeto, corre atrás, luta por ele, recebe auxílio, mas somente quando ele começar a dar frutos é que irão aparecer os “profetas” afirmando que sempre acreditaram em você e em suas idéias malucas, mas você, somente você saberá quem realmente o apoiou e continuará a apoiar. Algumas pessoas confundem isto com “patrocínio”, investimento, etc, mas somente o acreditar em alguem, torcer, saber ouvir ou falar no momento de decepção já é maravilhoso para quem precisa e está correndo atrás de seu sonho.

A vida é correr sozinho. Mas se alguem me empurrar nas subidas e me segurar nas descidas as conquistas terão o verdadeiro sabor de vitória.

domingo, 4 de outubro de 2009

Nem com torcida organizada Golias ganha.


Neste final de semana minha esposa e eu assistimos ao filme Jogada de Gênio e isso me lembrou muito a batalha entre Filisteus e o povo de Israel em que Davi, pequeno e frágil leva a morte Golias, um homem muito maior e mais preparado.

Achei fantástico este filme, a história, narrativa, etc.
Claro que durante o filme fiquei o tempo todo ao lado do Sr. Kearns, pois minha situação é muito parecida com a dele. Criei algo que muitos tentaram, possuo a patente e no momento estou na fase de protótipo e lançamento. Vale lembrar que minha empresa está no PRIME, Pograma da FINEP com aporte financeiro a fundo perdido, em contra partida ele estava nos EUA, um país que realmente aposta em empreendedores. Nossas semelhanças param por aqui, porém o desejo de dar certo faz parte de qualquer pessoa que crie algo, isto que nos move. Após o filme fiz uma pequena pesquisa na web sobre o Sr. Kearns, as únicas opiniões contrárias a sua criação vem da Ford e outras montadoras que também foram processadas e perderam suas ações. Por este motivos e outros menores que encontrei na web continuo a apoiar todos os Davis que sonham e buscam algo para suas vidas.


(SINOPSE) - Nos anos de 1960, em Detroit (Michigan), Robert Kearns (Greg Kinnear) formou uma típica família americana na esperança de alcançar o Sonho Americano. Professor em uma universidade local, Robert casou-se com a também professora Phyllis (Lauren Graham) e, com seus 30 e poucos anos de idade, já tinha seis filhos. Engenheiro de formação e um inventor nas horas vagas, Robert criou um dispositivo que seria utilizado em todos os carros do mundo. Para a família Kearns era como se tivessem encontrado ouro. Mas o grande desafio viria quando o jovem engenheiro foi simplesmente ignorado pelas gigantes montadoras de automóveis, sem antes se apropriar daquele invento. Baseado em fatos reais, o filme descreve a história de um homem que desafiou a indústria automobilística americana, lutando por seus direitos e pelo seu reconhecimento.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Preconceito infelizmente pode render dinheiro.


Em março deste ano a libanesa Nayaghi ex-funcionária do Banco de Beirute resolveu realizar seu sonho, abrir um salão de beleza na Tailândia. Chegando a Tailândia percebeu que haviam características negativas bem semelhantes a de seu país de origem. Mulheres ainda são tratadas como propriedade dos homens quando casadas e das famílias quando solteiras. Ao invés do salão de beleza Nayaghi adquiriu três automóveis, os pintou de cor de rosa e começou a oferecer o serviço de taxi somente para mulheres. As mulheres por sua vez começaram a se sentir mais tranquilas e seguras neste tipo de serviço. Crianças e idosos também são transportados pela sua empresa, porém a solicitação do serviço deve ser feito por uma mulher. Agora Nayaghi acaba de adquirir 25 veículos, expandindo de vez sua empresa.
No contexto empreendedor ela achou uma grande oportunidade, já no contexto humano, ainda convivemos com realidades desprezíveis
e abomináveis. http://banettaxi.com/

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Entusiamo, você tem?

Fogo interior. O empreendedor tem que estar entusiasmado quanto à idéia do negócio, tem que realmente querer que ele vire realidade. Tem que ter a paixão pra convencer qualquer pessoa a ajudar seu negócio, sejam elas clientes, empregados, fornecedores ou, nesse caso, investidores de risco.
(Parte do texto - O que investidores anjos e capitalistas de risco procuram em uma start-up? -
http://fyi.blog.br)
Não me imagino trabalhando sem o tal “Fogo interior”. Ele pode ser traduzido como entusiamo, tesão, sonho, loucura, etc. Lembro de minha infância, sempre conseguia convencer meus poucos amigos a criar nossos brinquedos, achava isso fantástico. Carrinhos de lomba, rampas para saltos de bicicleta, telefone de latas com cordões de cera, etc. Era apresentar um brinquedo a ser “contruído” e quanto iriámos aproveitar que todos se empenhavam. Minha infância não foi nada pobre, mas sempre me entusiasmei em fazer brinquedos, com uma ajudinha tudo fica mais fácil.
Trazendo estes fatos para os dias de hoje, um bom empreendedor deve sim ter tesão, respirar seus projetos. Todos que se aproximam dele irão sentir seus projetos, idéias, desejos, será algo natural, hipnótico.
Quantos amigos você possui que realmente são entusiasmados quanto a suas idéias?

Um, dois, três, nenhum?
Nem você, nem eles precisam descobrir a cura da AIDS, mas sim, devem ter entusiamo pelo que fazem. Com entusiasmo tudo fica como realmente deveria ser. Quanto converso com pessoas de verdadeiro sucesso e pergunto se foi difícil transformar seus desejos e idéias em realidade as respostas são sempre semelhantes:
- Não, foi simples, somente tive que correr atrás.
O entusiamo, nos faz correr, voar. Cansaço não existe. Talvez o entusiamo seja o maior segredo para o sucesso pessoal e profissional.
Se você acorda todos os dias pensando que deveria mudar de vida, mude, arrisque, claro que deve ser calculada esta mudança, pois empreendedores correm riscos, mas calculados.
Permita-se viver todos os dias com paixão, tesão, entusiamo, permita-se.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O dia que a Terra parou!

Assisti no último final de semana o filme, O dia que a Terra parou. Uma refilmagem da década de 50 que foi base para muitos filmes que vieram depois sobre a chegada de E.T.s na Terra.
Resumidamente o filme caracteriza os seres humanos como a raça destruidora da Terra. Um E.T. vem a Terra para avaliar a situação: é necessário exterminar o humanos para preservar os outros seres da Terra ou não?
O que mais me chamou a atenção foi a percepção do E.T. ao se deparar com conflitos “normais” de nosso cotidiano, como brigas, discussões, roubo, etc. Para ele tudo é tão anormal, tão atrasado, burro.
Para nós, não é mais?
Levando isto para o meio empresarial ainda achamos normal o grande número de mortalidade das empresas nascentes em seus primeiros anos, também encaramos de forma normal a falta de acesso ao crédito para o pequeno e médio empresário, o que falar então de leis que travam muitas ações inovadoras? Fazem parte de nosso cotidiano. Para nós tudo isso é normal, encarado muitas vezes com piadas e desapego. Até quando vamos ver tudo isso com naturalidade?
Há uma lógica em tudo que é realizado, se esta lógica está correta ou não, é outra história, mas vamos a elas:
Se determinada empresa tem acesso ao crédito somente com taxas elevadas, é óbvio que estes valores abusivos serão repassados.
Ao abrir uma pequena empresa o que mais passa pelas mãos do empresário são papéis, negativas, infinitas idas a cartórios, não seria mais fácil um cadastro único?
Nossas ações atuais estão sendo consideradas tão normais que nos sufocam mais a cada dia. Tiram nossa força, acabam com nosso ânimo e nos colocam a todo momento em estado de guerra. Esta “guerra” foi gerada por ações passadas, mas continuamos a alimentá-las com nossa inércia. Muitos que estão lendo este pequeno texto podem estar pensando como melhorou, hoje está muito melhor do que nos anos anteriores, há projetos, etc. Porém estou vivendo o agora, respirando o presente. Sim, devo reconhecer e valorizar nossas conquistas diante do passado e também conhecer o passado, mas nunca aceitar tudo como está, este não deve ser nosso papel. Vejo e convivo com muitos empresários que "aceitam" estas realidades. A única forma que conseguem passar pelo que está acontecendo é vender sem nota, meia nota. Aí sim ficamos num mato sem cachorro. Os impostos são abusivos, o governo não assume papel de governo, pois não investe, não retorna o tanto recolhido. Os empresários não estão certos em criar “formas” de tentar salvar seu suado capital?
Não precisamos chegar a beira de um penhasco para tomar atitudes, ações, dar rumo novo ao que está errado. Precisamos sim começar agora, já, caso contrário a Terra vai andar para trás, pois parada já está.
Os E.T.s que vem ao Brasil para nos observar são americanos, ingleses, suíços, italianos e muitos outros povos com realidades mais evoluídas, até quando isto irá durar?

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Não quero bilhetes premiados!

"A fraude era feita da seguinte forma: a empresa de Madoff atraía os investidores oferecendo níveis de rentabilidade que chegavam a 1% ao mês, ou seja, mais de 10% de retorno no investimento por ano. Ele, então, utilizava o dinheiro desses novos investidores para pagar clientes antigos, que queriam resgatar os recursos aplicados". (estadao.com.br - http://www.estadao.com.br/noticias/economia,entenda-como-funcionava-o-esquema-de-piramide-de-madoff,337644,0.htm)
Mantendo as proporções isso me lembra o golpe dos bilhetes premiados. Todo ser humano que "cai" no golpe do bilhete premiado (http://www.fraudes.org/showpage1.asp?pg=131), com toda a certeza deseja somente tirar vantagem, mas uma vantagem irreal, burra. Os "investidores", clientes de Madoff também só buscavam vantagens irreais. Realmente achei muito bom o caso Madoff vir a tona e os "investidores" verem o quanto foram trouxas. Talvez alguns investidores possam a partir deste momento virar seus olhos, objetivos para empresas reais. Quantas ótimas empresas, idéias estão precisando somente de um investidor para o desenvolvimento de um produto ou serviço inovador? Nos E.U.A., de cada 100 empresas com produtos inovadores, somente 3 conseguem capital externo para sua empresa. Imagina como será no Brasil, de cada 500, 1? de cada 1000, 1? Não faço idéia, somente agradeço por uma economia baseada em papéis esteja perdendo sua máscara. Há um ditado que diz: "O boi engorda com o olho do dono", um investidor de papéis não precisa acordar cedo, ir a empresa, participar das decisões, ele somente se preocupa em fazer suas retiradas e as vezes olha nos sites das operadores quanto estão valendo seus papéis. Não quero que entendam que sou contra bolsa de valores, economia aberta. Dizem que Steven Spielberg, diretor de E.T., Jurassic Park, entre outros sucessos, foi uma das "vítimas" de Madoff. Entendo que ele não tenha tempo para ficar de "olho" em todos os bois, mas a vantagem burra estava presente. Com toda a certeza ele deve ter centenas de investimentos diferenciados, mas ainda acho que optar por algo vantajoso demais seja burrice. Espero que este caso propicie novas oportunidades de investidores para incubadoras, empresas start-up, capital semente.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Pequena empresa terá mais verba para a inovação tecnológica.

Estado de São Paulo tem linha de crédito de R$ 10 milhões para projetos de inovação. Já Governo federal lança o edital RHAE, para alocação de pesquisadores nas pequenas empresas.
http://www.protec.org.br/noticias_inovacao_micro_pequena_empresa.asp?cod=477

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Uma formiga não faz diferença, já algumas centenas...

Nos Estados Unidos, em 1997, cerca de 1000 universidades e instituições de ensino oferecem cursos de criação de empresas, contra 50 em 1975. Cerca de 1.3 milhões de novas empresas, com uma ou mais pessoas, foram criadas em 1988 nos Estados Unidos. No ano 2000, demógrafos estimam que existirão 30 milhões de empresas nos Estados Unidos, contra 18 milhões existentes em 1988. Virtualmente todos os novos empregos líquidos criados nos Estados Unidos provêem dessas novas empresas em expansão, e não de grandes empresas já estabelecidas. Descobriu-se que, de 1984 a 1987, os primeiros 5% de todas as novas empresas contabilizavam 87% de todos os novos empregos, os primeiros 10% criaram 96% e os primeiros 15% criaram 98%. Também, de 1980 a 1987, as 500 maiores empresas da Fortune eliminaram 3,1 milhões líquidos de empregados de suas folhas de pagamento. Ao mesmo tempo, empresas não integrantes da lista da Fortune, predominantemente novas e pequenas firmas, criaram 17 milhões de novos empregos, e o setor público contribuiu com 1,3 milhões. Desde a segunda guerra mundial 50% de todas as inovações e 95% de todas inovações radicais surgiram das novas e pequenas empresas. Estão aí incluídos, por exemplo, o microcomputador, o marca-passo, os overnight express packages, a troca de óleo rápida, fast food, anticoncepcional oral, a máquina de raio X, etc. (Timmons, J.A., New venture creation, Homewood IL:IRWIN, 1994).

domingo, 28 de junho de 2009

Aceitamos todos os tipos de empreendedores?

... Erguei as mãos e dar glória a Deus...
Quem não conhece este verso da música cantada com todo o louvor por Padre Marcelo Rossi?
Sabe aquele funcionário da repartição pública que sempre está preocupado em ações para diminuir as filas nos postos de atendimento público? Quem o valoriza como empreendedor?
Pipoqueiro, sim, agora usa milho orgânico em sua carrocinha e anuncia isso a todos que passam por ela. Você o considera empreendedor?
Não valorizamos os pequenos e médios empreendedores, funcionários públicos e privados, professores, voluntários ou muitas outras ocupações e profissões como empreendedores. Todo empreendedor procura de imediato o reconhecimento próprio, todo empreendedor tem auto-estima elevada pelo que faz, então não faz nada para o aplauso alheio, mas para o próprio. Receber o reconhecimento de terceiros é maravilhoso, mas para um empreendedor não é tudo. Devemos começar a valorizar o que nos une e não somente o que nos separa. Devemos reconhecer uma atitude inovadora e tirar o maior proveito da mesma para nossas ações e sonhos. Em muitas agências bancárias existe o funcionário que faz a triagem na fila, confirmando a necessidade do atendimento pelo funcionário no caixa ou informando que a ação desejada pelo cliente pode ser realizada nos caixas eletrônicos. Quem criou esta ação não teve uma ação inovadora?
Segundo o Manual de Oslo, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), traduzido pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), define-se inovação como a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, um processo, novo método nas práticas de negócios, na organização do trabalho ou nas relações externas.
Pare de valorizar somente o "grande", o "mega", olhe ao seu lado, aprenda a reconhecer um empreendedor, uma inovação, acostume seus olhos, seus ouvidos, sua mente. Valorize como inovação empreendedora a forma diferenciada de ser abordado por um flanelinha que ao ver seu automóvel estacionado pede licença e coloca um pedaço de papelão sobre o vidro dianteiro de seu veículo em um dia ensolarado e quente. Você não precisa aprovar a existência de flanelinhas em nossas cidades, mas sim, pode reconhecer diferenciais de inovação e levar para sua vida, para sua empresa, para sua família. Quantas vezes vamos a restaurantes em dias chuvosos que ao deixar nossos carros nos estacionamentos surgem educados funcionários com grandes guarda-chuvas para nos guiar até a porta de entrada? Você não se sente bem? Isto não pode ser reconhecido como inovação? Claro que agora é algo que existe em muitos restaurantes, mas no início, quanta diferença, quanta inovação. Para aquele cliente que chega com o seu guarda-chuva há a opção de um cesto, ou mesmo sacos plásticos que ficam em compartimentos específicos para cobrir nossos guarda-chuvas. Não é fantástico? Qual será o próximo passo?
Arrisco que será a impressão de marcas nestes sacos plásticos que cobrem nossos guarda-chuvas, mesmo que os usemos por um tempo curto, alguma mensagem iremos levar.
Nem que seja: "Tenha um ótimo dia" - Fazenda Dona Bella, onde a chuva faz toda a diferença para nossa produção.

Dica de sites 2!

Acho que é sempre válido estar visitando estes sites. Informação é o que não falta. Caso queira receber notícias em seu e-mail é só se cadastrar neles.

www.finep.gov.br/
www.protec.org.br/
www.inovacao.unicamp.br/

Fui comprado por brinquedos baratos!


Poxa, nunca pensei que fosse tão difícil, mas realmente é, ainda mais quando não se sabe por onde começar. Vou começar aos poucos, talvez o que passei e continuo a passar seja próximo da realidade de muitos neste país. Quando criança sempre gostei de desmontar meus brinquedos, me atraia seu funcionamento. Desde o girar das rodas de um carrinho de fricção até o funcionamento do video-game de meu irmão mais velho (mas este não pude desmontar). Livros, revistas e jornais sempre estavam por perto, mas nunca consegui ler um livro até sua última página, a impaciência era algo que me acompanhava a galopes. Lembro de adorar quando minha mãe pegava em nossa biblioteca um volume da coleção Mundo da Criança que tinha o seguinte título: Faça você mesmo seus brinquedos (realmente não lembro se este era seu nome, mas a função do livro era esta). Criávamos carimbos com batata, vulcões com jornais picotados misturados a muita farinha e água, para que o ferrorama de meu irmão passasse por baixo, entre muitos outros brinquedos. A criação, experimentação, exploração foi algo sempre incentivado por meus pais. Para mim era um prato cheio.

Em um aniversário de minha mãe ela ganhou uma nhoqueira (equipamento para fazer as bolinhas de nhoque de forma "automática"). Ví aquele aparato plástico e realmente o achei incompleto. Imagine o seguinte: a massa do nhoque está pronta, você despeja esta massa no cilindro que fica no meio da nhoqueira, fecha o cilindro com uma tampa que permite pressionar toda esta massa para sair em furos da sua base. A cada pressionada são feitas 8 bolinhas de nhoque, e para soltá-las é necessário uma espátula para "cortá-las". Imaginei o seguinte: Quem sabe não colocar um anel plástico em volta deste cilindro, ao fazer as bolinhas seria necessário só baixar este anel plástico que as 8 bolinhas seriam cortadas ao mesmo tempo. Simples, não? Pois bem, fiz um desenho de minha pequena inovação e a levei as Lojas Renner, pois o pacote do presente era da Renner. Chegando lá com meus 11 anos pedi para falar com o gerente da loja. Em poucos minutos ele veio me atender. Mostrei meu desenho, com toda a desenvoltura necessária. Lembro que ele me elogiou, em seguida me deu uns 3 brinquedos baratos e agradeceu. Poxa, ganhei o dia, a semana, o mês. Passados 12 anos estava eu em um supermercado quando me deparo com a tal nhoqueira, qual foi a grande surpresa? Meu pequeno desenho de um simples anel plástico se transformou em realidade. O desejo de melhorar ou criar algo sempre me seguiu e hoje me guia.

Seja bem vindo!

Uma empresa tem duas e apenas duas funções básicas: Inovação e Marketing. Inovação e Marketing produzem resultados; todo o resto são custos. (Peter Drucker)

Por acaso ou não, vivo em função do marketing e da inovação, esta última mais sofrida, mais dolorida. Inovar em um país onde a educação ainda é direcionada a criação de ótimos funcionários e não pessoas que arrisquem tudo fica mais difícil. Liste os 10 principais empreendedores que vem a sua mente da terra do Tio Sam. Em sua maioria serão ligados a tecnologia, serviços, inovações. Agora faça a mesma lista com empreendedores no Brasil. Espantou-se? Sim, você tem em sua mente grandes industriários, fabricantes. Você não está errado, nem tão pouco certo, somente está refletindo uma realidade que ainda existe em nosso país. O mudar desta realidade está cada vez mais perto, afinal de contas Deus não é brasileiro?
Escolas, universidades, centros educacionais e principalmente ações governamentais estão mudando esta realidade. Busco com este blog compartilhar com os visitantes algumas das experiências que estou passando com o quesito inovação. Especificamente a minha se traduz na criação de uma empresa especializada em pesquisa on-line em todo varejo nacional. Ousado? Não creio, não vejo assim.