... Erguei as mãos e dar glória a Deus...
Quem não conhece este verso da música cantada com todo o louvor por Padre Marcelo Rossi?
Sabe aquele funcionário da repartição pública que sempre está preocupado em ações para diminuir as filas nos postos de atendimento público? Quem o valoriza como empreendedor?
Pipoqueiro, sim, agora usa milho orgânico em sua carrocinha e anuncia isso a todos que passam por ela. Você o considera empreendedor?
Não valorizamos os pequenos e médios empreendedores, funcionários públicos e privados, professores, voluntários ou muitas outras ocupações e profissões como empreendedores. Todo empreendedor procura de imediato o reconhecimento próprio, todo empreendedor tem auto-estima elevada pelo que faz, então não faz nada para o aplauso alheio, mas para o próprio. Receber o reconhecimento de terceiros é maravilhoso, mas para um empreendedor não é tudo. Devemos começar a valorizar o que nos une e não somente o que nos separa. Devemos reconhecer uma atitude inovadora e tirar o maior proveito da mesma para nossas ações e sonhos. Em muitas agências bancárias existe o funcionário que faz a triagem na fila, confirmando a necessidade do atendimento pelo funcionário no caixa ou informando que a ação desejada pelo cliente pode ser realizada nos caixas eletrônicos. Quem criou esta ação não teve uma ação inovadora?
Segundo o Manual de Oslo, publicado pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), traduzido pela Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), define-se inovação como a implementação de um produto (bem ou serviço) novo ou significativamente melhorado, um processo, novo método nas práticas de negócios, na organização do trabalho ou nas relações externas.
Pare de valorizar somente o "grande", o "mega", olhe ao seu lado, aprenda a reconhecer um empreendedor, uma inovação, acostume seus olhos, seus ouvidos, sua mente. Valorize como inovação empreendedora a forma diferenciada de ser abordado por um flanelinha que ao ver seu automóvel estacionado pede licença e coloca um pedaço de papelão sobre o vidro dianteiro de seu veículo em um dia ensolarado e quente. Você não precisa aprovar a existência de flanelinhas em nossas cidades, mas sim, pode reconhecer diferenciais de inovação e levar para sua vida, para sua empresa, para sua família. Quantas vezes vamos a restaurantes em dias chuvosos que ao deixar nossos carros nos estacionamentos surgem educados funcionários com grandes guarda-chuvas para nos guiar até a porta de entrada? Você não se sente bem? Isto não pode ser reconhecido como inovação? Claro que agora é algo que existe em muitos restaurantes, mas no início, quanta diferença, quanta inovação. Para aquele cliente que chega com o seu guarda-chuva há a opção de um cesto, ou mesmo sacos plásticos que ficam em compartimentos específicos para cobrir nossos guarda-chuvas. Não é fantástico? Qual será o próximo passo?
Arrisco que será a impressão de marcas nestes sacos plásticos que cobrem nossos guarda-chuvas, mesmo que os usemos por um tempo curto, alguma mensagem iremos levar.
Nem que seja: "Tenha um ótimo dia" - Fazenda Dona Bella, onde a chuva faz toda a diferença para nossa produção.
domingo, 28 de junho de 2009
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