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Em março deste ano a libanesa Nayaghi ex-funcionária do Banco de Beirute resolveu realizar seu sonho, abrir um salão de beleza na Tailândia. Chegando a Tailândia percebeu que haviam características negativas bem semelhantes a de seu país de origem. Mulheres ainda são tratadas como propriedade dos homens quando casadas e das famílias quando solteiras. Ao invés do salão de beleza Nayaghi adquiriu três automóveis, os pintou de cor de rosa e começou a oferecer o serviço de taxi somente para mulheres. As mulheres por sua vez começaram a se sentir mais tranquilas e seguras neste tipo de serviço. Crianças e idosos também são transportados pela sua empresa, porém a solicitação do serviço deve ser feito por uma mulher. Agora Nayaghi acaba de adquirir 25 veículos, expandindo de vez sua empresa.
No contexto empreendedor ela achou uma grande oportunidade, já no contexto humano, ainda convivemos com realidades desprezíveis e abomináveis. http://banettaxi.com/
Fogo interior. O empreendedor tem que estar entusiasmado quanto à idéia do negócio, tem que realmente querer que ele vire realidade. Tem que ter a paixão pra convencer qualquer pessoa a ajudar seu negócio, sejam elas clientes, empregados, fornecedores ou, nesse caso, investidores de risco.
(Parte do texto - O que investidores anjos e capitalistas de risco procuram em uma start-up? - http://fyi.blog.br)
Não me imagino trabalhando sem o tal “Fogo interior”. Ele pode ser traduzido como entusiamo, tesão, sonho, loucura, etc. Lembro de minha infância, sempre conseguia convencer meus poucos amigos a criar nossos brinquedos, achava isso fantástico. Carrinhos de lomba, rampas para saltos de bicicleta, telefone de latas com cordões de cera, etc. Era apresentar um brinquedo a ser “contruído” e quanto iriámos aproveitar que todos se empenhavam. Minha infância não foi nada pobre, mas sempre me entusiasmei em fazer brinquedos, com uma ajudinha tudo fica mais fácil.
Trazendo estes fatos para os dias de hoje, um bom empreendedor deve sim ter tesão, respirar seus projetos. Todos que se aproximam dele irão sentir seus projetos, idéias, desejos, será algo natural, hipnótico.
Quantos amigos você possui que realmente são entusiasmados quanto a suas idéias?Um, dois, três, nenhum?Nem você, nem eles precisam descobrir a cura da AIDS, mas sim, devem ter entusiamo pelo que fazem. Com entusiasmo tudo fica como realmente deveria ser. Quanto converso com pessoas de verdadeiro sucesso e pergunto se foi difícil transformar seus desejos e idéias em realidade as respostas são sempre semelhantes:
- Não, foi simples, somente tive que correr atrás.
O entusiamo, nos faz correr, voar. Cansaço não existe. Talvez o entusiamo seja o maior segredo para o sucesso pessoal e profissional.
Se você acorda todos os dias pensando que deveria mudar de vida, mude, arrisque, claro que deve ser calculada esta mudança, pois empreendedores correm riscos, mas calculados.
Permita-se viver todos os dias com paixão, tesão, entusiamo, permita-se.
Assisti no último final de semana o filme, O dia que a Terra parou. Uma refilmagem da década de 50 que foi base para muitos filmes que vieram depois sobre a chegada de E.T.s na Terra.
Resumidamente o filme caracteriza os seres humanos como a raça destruidora da Terra. Um E.T. vem a Terra para avaliar a situação: é necessário exterminar o humanos para preservar os outros seres da Terra ou não?
O que mais me chamou a atenção foi a percepção do E.T. ao se deparar com conflitos “normais” de nosso cotidiano, como brigas, discussões, roubo, etc. Para ele tudo é tão anormal, tão atrasado, burro.
Para nós, não é mais?
Levando isto para o meio empresarial ainda achamos normal o grande número de mortalidade das empresas nascentes em seus primeiros anos, também encaramos de forma normal a falta de acesso ao crédito para o pequeno e médio empresário, o que falar então de leis que travam muitas ações inovadoras? Fazem parte de nosso cotidiano. Para nós tudo isso é normal, encarado muitas vezes com piadas e desapego. Até quando vamos ver tudo isso com naturalidade?
Há uma lógica em tudo que é realizado, se esta lógica está correta ou não, é outra história, mas vamos a elas:
Se determinada empresa tem acesso ao crédito somente com taxas elevadas, é óbvio que estes valores abusivos serão repassados.
Ao abrir uma pequena empresa o que mais passa pelas mãos do empresário são papéis, negativas, infinitas idas a cartórios, não seria mais fácil um cadastro único?
Nossas ações atuais estão sendo consideradas tão normais que nos sufocam mais a cada dia. Tiram nossa força, acabam com nosso ânimo e nos colocam a todo momento em estado de guerra. Esta “guerra” foi gerada por ações passadas, mas continuamos a alimentá-las com nossa inércia. Muitos que estão lendo este pequeno texto podem estar pensando como melhorou, hoje está muito melhor do que nos anos anteriores, há projetos, etc. Porém estou vivendo o agora, respirando o presente. Sim, devo reconhecer e valorizar nossas conquistas diante do passado e também conhecer o passado, mas nunca aceitar tudo como está, este não deve ser nosso papel. Vejo e convivo com muitos empresários que "aceitam" estas realidades. A única forma que conseguem passar pelo que está acontecendo é vender sem nota, meia nota. Aí sim ficamos num mato sem cachorro. Os impostos são abusivos, o governo não assume papel de governo, pois não investe, não retorna o tanto recolhido. Os empresários não estão certos em criar “formas” de tentar salvar seu suado capital?
Não precisamos chegar a beira de um penhasco para tomar atitudes, ações, dar rumo novo ao que está errado. Precisamos sim começar agora, já, caso contrário a Terra vai andar para trás, pois parada já está.
Os E.T.s que vem ao Brasil para nos observar são americanos, ingleses, suíços, italianos e muitos outros povos com realidades mais evoluídas, até quando isto irá durar?
"A fraude era feita da seguinte forma: a empresa de Madoff atraía os investidores oferecendo níveis de rentabilidade que chegavam a 1% ao mês, ou seja, mais de 10% de retorno no investimento por ano. Ele, então, utilizava o dinheiro desses novos investidores para pagar clientes antigos, que queriam resgatar os recursos aplicados". (estadao.com.br - http://www.estadao.com.br/noticias/economia,entenda-como-funcionava-o-esquema-de-piramide-de-madoff,337644,0.htm)Mantendo as proporções isso me lembra o golpe dos bilhetes premiados. Todo ser humano que "cai" no golpe do bilhete premiado (http://www.fraudes.org/showpage1.asp?pg=131), com toda a certeza deseja somente tirar vantagem, mas uma vantagem irreal, burra. Os "investidores", clientes de Madoff também só buscavam vantagens irreais. Realmente achei muito bom o caso Madoff vir a tona e os "investidores" verem o quanto foram trouxas. Talvez alguns investidores possam a partir deste momento virar seus olhos, objetivos para empresas reais. Quantas ótimas empresas, idéias estão precisando somente de um investidor para o desenvolvimento de um produto ou serviço inovador? Nos E.U.A., de cada 100 empresas com produtos inovadores, somente 3 conseguem capital externo para sua empresa. Imagina como será no Brasil, de cada 500, 1? de cada 1000, 1? Não faço idéia, somente agradeço por uma economia baseada em papéis esteja perdendo sua máscara. Há um ditado que diz: "O boi engorda com o olho do dono", um investidor de papéis não precisa acordar cedo, ir a empresa, participar das decisões, ele somente se preocupa em fazer suas retiradas e as vezes olha nos sites das operadores quanto estão valendo seus papéis. Não quero que entendam que sou contra bolsa de valores, economia aberta. Dizem que Steven Spielberg, diretor de E.T., Jurassic Park, entre outros sucessos, foi uma das "vítimas" de Madoff. Entendo que ele não tenha tempo para ficar de "olho" em todos os bois, mas a vantagem burra estava presente. Com toda a certeza ele deve ter centenas de investimentos diferenciados, mas ainda acho que optar por algo vantajoso demais seja burrice. Espero que este caso propicie novas oportunidades de investidores para incubadoras, empresas start-up, capital semente.