segunda-feira, 6 de julho de 2009

O dia que a Terra parou!

Assisti no último final de semana o filme, O dia que a Terra parou. Uma refilmagem da década de 50 que foi base para muitos filmes que vieram depois sobre a chegada de E.T.s na Terra.
Resumidamente o filme caracteriza os seres humanos como a raça destruidora da Terra. Um E.T. vem a Terra para avaliar a situação: é necessário exterminar o humanos para preservar os outros seres da Terra ou não?
O que mais me chamou a atenção foi a percepção do E.T. ao se deparar com conflitos “normais” de nosso cotidiano, como brigas, discussões, roubo, etc. Para ele tudo é tão anormal, tão atrasado, burro.
Para nós, não é mais?
Levando isto para o meio empresarial ainda achamos normal o grande número de mortalidade das empresas nascentes em seus primeiros anos, também encaramos de forma normal a falta de acesso ao crédito para o pequeno e médio empresário, o que falar então de leis que travam muitas ações inovadoras? Fazem parte de nosso cotidiano. Para nós tudo isso é normal, encarado muitas vezes com piadas e desapego. Até quando vamos ver tudo isso com naturalidade?
Há uma lógica em tudo que é realizado, se esta lógica está correta ou não, é outra história, mas vamos a elas:
Se determinada empresa tem acesso ao crédito somente com taxas elevadas, é óbvio que estes valores abusivos serão repassados.
Ao abrir uma pequena empresa o que mais passa pelas mãos do empresário são papéis, negativas, infinitas idas a cartórios, não seria mais fácil um cadastro único?
Nossas ações atuais estão sendo consideradas tão normais que nos sufocam mais a cada dia. Tiram nossa força, acabam com nosso ânimo e nos colocam a todo momento em estado de guerra. Esta “guerra” foi gerada por ações passadas, mas continuamos a alimentá-las com nossa inércia. Muitos que estão lendo este pequeno texto podem estar pensando como melhorou, hoje está muito melhor do que nos anos anteriores, há projetos, etc. Porém estou vivendo o agora, respirando o presente. Sim, devo reconhecer e valorizar nossas conquistas diante do passado e também conhecer o passado, mas nunca aceitar tudo como está, este não deve ser nosso papel. Vejo e convivo com muitos empresários que "aceitam" estas realidades. A única forma que conseguem passar pelo que está acontecendo é vender sem nota, meia nota. Aí sim ficamos num mato sem cachorro. Os impostos são abusivos, o governo não assume papel de governo, pois não investe, não retorna o tanto recolhido. Os empresários não estão certos em criar “formas” de tentar salvar seu suado capital?
Não precisamos chegar a beira de um penhasco para tomar atitudes, ações, dar rumo novo ao que está errado. Precisamos sim começar agora, já, caso contrário a Terra vai andar para trás, pois parada já está.
Os E.T.s que vem ao Brasil para nos observar são americanos, ingleses, suíços, italianos e muitos outros povos com realidades mais evoluídas, até quando isto irá durar?

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