
Os objetivos do evento realizado no dia 18 eram: Energia e Água – Como lidar com as demandas globais, Empreendedorismo – Como iremos ampliar os mecanismos para o crescimento de startups e por fim, Fome, Saúde e Felicidade – Como iremos alimentar o mundo, inovar e passar pelas fronteiras da biociência e melhorar nossas condições de sobrevivência?
Todos os participantes estão com uma preocupação absurda, que reflete a preocupação de suas organizações e nações: Não existem engenheiros suficientes. Hoje na américa, 20% dos universitários são estrangeiros, e ao contrário de anos anteriores, agora se forma e regressam aos seus países de origem. A economia americana não é mais soberana, a realidade americana não é a mais eficiente. Estão educando de forma maciça a população mundial. Por outro lado as universidades ao redor do mundo estão alcançando o nível das americanas, e muito mais profissionais, mestres, doutores estão se formando ao redor do Estados Unidos, algo novo para o mundo e principalmente para eles, que não possuem mais a hegemonia plena.
Reitores de universidades nacionais e estrangeiras levantaram a bandeira de falta de alunos para engenharia, inclusive com alto nível de desistentes, mas o que fazer?
Não tenho a resposta para isso, mas neste evento conheci realmente engenheiros das mais diversas especialidades que são pessoas fantásticas, divertidas, atléticas, bonitas e também nerds, quando necessário. Isso não é divulgado, explorado, pulverizado. Hoje só vemos milionários do Vale do Silício que ficaram e continuam ficando poderosos com a falta de estudo ou algum golpe de sorte. Mas eles estão fora da curva, são exceções e nossos jovens devem conhecer, deslumbrar e se excitar, sim se excitar com engenheiros que ficaram 11 anos em uma universidades até completar seu Ph.D e hoje são disputados a “tapa” por grandes corporações, além de receber salários e regalias fantásticas. Vale lembrar que estes milionários dos bits necessitam de engenheiros para manter seus impérios.
Fiquei me questionando neste dia porque decidi ser publicitário, então lembrei dos fatos: sempre fui bastante inquieto, criativo e empreendedor. Na época a W/Brasil, Olivetto, Nizan e outros papas da publicidade estavam em alta, a publicidade era o melhor produto de exportação do país, então tínhamos algo a entregar ao mundo. Mas com as características acima poderia sim ter escolhido ser engenheiro, claro que é uma faculdade mais puxada, técnica, focada, mas de qualquer forma iria conseguir trabalhar em projetos fantásticos. Mas a engenharia sempre foi apresentada como algo chato, de nerds, cansativo que você não cria, não é empreendedor, basicamente a engenharia sempre foi mal vendida. Se a sua venda for focada no que um engenheiro pode fazer, o quanto ele contribui para a melhora do mundo, muitos estudantes irão escolher esta profissão. Quando falam de engenharia a primeira característica apontada é que tem muita matemática, claro que dá medo nos estudantes, afinal de contas a educação em nosso país não é nada competente. A bagagem escolar é pouco densa, este é o primeiro conflito na escolha. O segundo é a visão que possuímos de engenheiros, camisas sociais brancas e canetas no seu bolso esquerdo, óculos de nerds e caras de babacas, puta que o pariu, isto é fake, esqueçam isto. Passei um dia fabuloso com engenheiros que mais pareciam galas do cinema. Devemos mudar a “venda” da engenharia e assim muitos irão seguir esta profissão, irão mudar o mundo, levar a sociedade a saltos maiores, mas não esqueçam, os publicitários podem mudar a visão que os estudantes tem dos engenheiros, nos chamem, queremos contribuir com esta mudança.
http://www.abdi.com.br/Paginas/detalhamento_evento.aspx?i=140

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